Tópico de discussão 1: Uma prova extrema tem que ser perigosa?

Data: 01-07-2012

De: Helder Oliveira

Assunto: Dureza e Perigo

Jorge, o tema é apaixonante e um dos mais discutidos no fim de cada Ultra mais complicada. Eu diria que iniciar este debate logo após a Ultra da Freita, empurrará a conversa para o risco de colagem a esta prova, considerando o pouco tempo decorrido. Se tal acontecer, o assunto poderá ser desvalorizado ou limitado à UTSF, e o tema é demasiadamente importante e sério para que possa ser reduzido a uma prova. Bem sei que não é a intenção do Jorge, apenas alerto para o risco.
Dirigindo-me ao tema propriamente dito, é um facto que cada organização procura diferenciar a sua prova das demais, constatando-se em alguns casos, um aumento da perigosidade associada à dureza dos percursos, quer pela distância, quer pelo tipo de trilhos.
Eu defendo que uma prova de Trail é um conjunto vasto de dificuldades, que sendo devidamente e previamente publicitadas, dão o dever e a responsabilidade, a cada atleta de se propor ao evento anunciado, considerando-se implicitamante, em condições de ultrapassar os obstáculos (previstos).
Não obstante, a perigosidade do percurso, muitas vezes evidenciada em zonas ícone, que prefiro não exemplificar - seria injusto referir uma ou duas provas, quando os exemplos são muitos mais -, devem ser sempre, friso, SEMPRE, defendidas por elementos da organização, com controlo visual da passagem dos atletas por esses locais.
Dirão, os custos aumentarão exponencialmente, eu contra-argumentarei, que até agora não encontrei qualquer relação no preço de prova, com a segurança disponibilidade. Encontrei bons e maus exemplos, em provas consideradas caras e em provas consideradas baratas. É uma questão de rigor e profissionalismo e um passo determinantes na evolução do Trail. Terão de existir provas com graus de dificuldade distintos, com obstáculos distintos, caberá às diferentes organizações apresentar o seu produto de forma transparente, assegurar que possui os meios de segurança para o executar e finalmente, ao atleta, decidir com responsabilidade e honestidade intelectual, da sua capacidade para enfrentar o desafio. Abraço a todos companheiros de sofrimento. Helder Oliveira

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