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Discussão

Nesta página serão postadas discussões sobre temas do trail running que sejam pertinentes. Os comentários que possuirem palavras ofensivas e/ou impróprias senão imediatamente banidos. Atenção que palavras como "discução" e "critica" não implica que sejam comentários negativos.


Tópico de Discussão 1 - Sugerido por Rui Campos

    Em muitas provas de trail running assistimos a trilhos muito técnicos, tipicos da montanha. Será que, este extremismo de algumas provas, poderá constituir insegurança e perigo? Será que o acompanhamento das provas por equipas de emergência médica, principalmente nos sitios mais passives de serem alvos de acidentes, minorava este perigo?

    Em muita provas, principalmente nas provas mais longas, onde a fadiga se apodera de bastantes atletas. Imaginemos que dá uma tontura a um (a) atleta num local onde se situa um precipicio? Até pode não acontecer nada. E se acontecer? Até pode morrer no momento. E se morrer por não conseguir sair daquele local nem contactar ninguém? Quem se responsabiliza?


Tópico de discussão 1: Uma prova extrema tem que ser perigosa?

Data: 31-08-2012

De: Mário

Assunto: Perigo

Viva
Antes de mais convinha definir "Perigo"!!
Para mim há uma actividade bastante perigosa que pode dar Doença/Ferimentos/Morte e que se chama "Vida".
Todos os dias alguém fica doente ferido ou morre e não é praticante de Trail.
Vivemos num tempo e num lugar onde pensamos poder fazer o que nos apetece que se correr mal alguém há-de de resolver a situação! Este falso sentimento de segurança leva-nos a correr perigos desnecessários só pelo prazer de os correr, coisa que há uns tempos atrás ninguém se atreveria a fazê-lo.
No Trail é claro que cabe aos organizadores o juizo do que é perigoso ou não mas nunca poderão prever que o tempo se vai alterar e o que é seguro com tempo seco já não é com tempo de chuva/vento/nevoeiro, nem tão pouco que determinado atleta não se sente bem mas como já pagou a prova e disse aos amigos que ia fazer decide arriscar a sua sorte. Assim sendo a essência do Trail é colocar-nos de novo perante as nossas fragilidades e fazer-nos decidir quando devemos prosseguir ou desistir em vez de pensar que se correr mal a culpa não é minha mas da organização. Nenhuma organização de Trail conseguirá jamais garantir a segurança a 100% dos participantes, cabe a cada um de nós julgar em face do nosso estado fisico/anímico e do percurso mais envolvente climatérica o que é seguro!

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Data: 04-07-2012

De: José Duarte

Assunto: data de evento

Alguém sabe para que data está agendado o trilho "Carreiros do Pastor Arrimalano"?

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Data: 02-08-2012

De: Helder Costa

Assunto: Re:data de evento

caro amigo 21 Outubro 2012.
ate lá.

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Data: 01-07-2012

De: Helder Oliveira

Assunto: Dureza e Perigo

Jorge, o tema é apaixonante e um dos mais discutidos no fim de cada Ultra mais complicada. Eu diria que iniciar este debate logo após a Ultra da Freita, empurrará a conversa para o risco de colagem a esta prova, considerando o pouco tempo decorrido. Se tal acontecer, o assunto poderá ser desvalorizado ou limitado à UTSF, e o tema é demasiadamente importante e sério para que possa ser reduzido a uma prova. Bem sei que não é a intenção do Jorge, apenas alerto para o risco.
Dirigindo-me ao tema propriamente dito, é um facto que cada organização procura diferenciar a sua prova das demais, constatando-se em alguns casos, um aumento da perigosidade associada à dureza dos percursos, quer pela distância, quer pelo tipo de trilhos.
Eu defendo que uma prova de Trail é um conjunto vasto de dificuldades, que sendo devidamente e previamente publicitadas, dão o dever e a responsabilidade, a cada atleta de se propor ao evento anunciado, considerando-se implicitamante, em condições de ultrapassar os obstáculos (previstos).
Não obstante, a perigosidade do percurso, muitas vezes evidenciada em zonas ícone, que prefiro não exemplificar - seria injusto referir uma ou duas provas, quando os exemplos são muitos mais -, devem ser sempre, friso, SEMPRE, defendidas por elementos da organização, com controlo visual da passagem dos atletas por esses locais.
Dirão, os custos aumentarão exponencialmente, eu contra-argumentarei, que até agora não encontrei qualquer relação no preço de prova, com a segurança disponibilidade. Encontrei bons e maus exemplos, em provas consideradas caras e em provas consideradas baratas. É uma questão de rigor e profissionalismo e um passo determinantes na evolução do Trail. Terão de existir provas com graus de dificuldade distintos, com obstáculos distintos, caberá às diferentes organizações apresentar o seu produto de forma transparente, assegurar que possui os meios de segurança para o executar e finalmente, ao atleta, decidir com responsabilidade e honestidade intelectual, da sua capacidade para enfrentar o desafio. Abraço a todos companheiros de sofrimento. Helder Oliveira

http://www.facebook.com/helder.oliveira.507

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Data: 01-07-2012

De: Jorge Esteves

Assunto: Re:Dureza e Perigo

De facto não deixas de ter razão. A minha intenção não é queimar nenhuma prova, nem me refiro ao UTSF, pois já vi coisas piores noutras provas.
Ontem é que pensei melhor nisso enquanto trepava o PR7 e vi que era interessante que os nossos leitores discutissem sobre isto, pois só temos a ganhar, tanto nós atletas como as organizações.

Digo novamente para que os restantes seguidores e com todo o respeito pela organização do Ultra Trail Serra da Freita: Não estou a focar-me unicamente nessa prova, nem é me objetivo que se foquem. O problema é geral em várias provas e todos nós sabemos muito bem disso.


Abraço
Jorge Esteves

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Data: 02-07-2012

De: João Cruz

Assunto: Re:Dureza e Perigo

A todos,
A minha experiência no Trail, resume-se ao UTSF, Geira, Amigos da Montanha e Serra. Arga, no entanto pratico BTT há vários anos. O que quero dizer é que são já alguns anos de sofrimento e experiência em situações que exigem tenacidade e muito trabalho mental. O Trail tem tido um boom exponencial de novos praticantes, muitos deles sem qualquer antecedência desportiva que acabam literalmente por se aventurarem a eventos como o da Freita e que claramente colocando- se claramente em perigo. Provas como o UTSF são necessárias se quisermos ter novos atletas a competirem nos mais prestigiados Ultra Trails Mundiais. Provavelmente devera a futuro elaborar-se uma lista de eventos em que a participação de cada um ficará dependente de Curriculum mínimo, de forma a seleccionar minimamente os menos experientes aventureiros que para além de se colocarem em perigo, colocam também outros participantes.

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Data: 01-07-2012

De: Rui Campos

Assunto: Uma prova extrema não pode ser perigosa

Na minha opinião uma prova extrema, coloca ao extremo da condição física os seu participantes e essa condição é absolutamente diferente e diria até incompatível com qualquer risco para a saude e/ou condição física.
Dou dois exemplos distintos a Ultra Maratona Atlântica é uma prova extrema e não é perigosa sob o ponto de vista de acidentes.
Já o Trail da Serra da Freita, é uma prova belíssima, e em absoluto extrema, ou não fosse ela organizada pelo Grande Mestre e Amigo José Moutinho, no entanto, a descida e subida da Mizarela na parte final da prova, parece-me perigosa, pois este desafio tem de ser superado numa fase em que os atletas do Ultra já levam 67Km nas pernas e os do Trail 14Km.
Apesar da minha reduzida prática e conhecimentos sobre o assunto, porque não esta parte da(s) provas não ser logo no inicio?
Para finalizar gostaria de referir que o Extremo me atrai, mas o perigo condiciona-me a participação em algumas provas.

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Data: 01-07-2012

De: Ricardo Bomtempo

Assunto: Uma prova extrema não pode ser perigosa

Olá a todos.
Ainda com essa descida e subida da Mizarela na memória e nas pernas (ainda as sinto), recordo bem estar a entrar na descida e pensar "isto é um perigo"...e recordava esta frase sempre que o participante que ia à minha frente se espalhava...e a ravina mesmo ali.
Com chuva, sem possibilidade de se ultrapassar e ter o parceiro de trás a morder os calcanhares (outro erro de quem corre...não dar distância suficiente nestes terrenos ao da frente...já que se escorrega o mais certo é ceifar as pernas do colega da frente).
Depois chegamos à subida e ao fim de 20 minutos a subir muitas vezes com quatro apoios dei por mim a pensar "os amigos dos 70 ao chegar aqui de noite já foram"...
Depois pensei...e se alguém se aleija mesmo aqui? Rede de tlm? não existe? Acesso a pé? existe mas não se cruzam duas pessoas e muito menos uma maca. Só mesmo resgate de helicóptero.
Penso que a organização deveria ter mais segurança e primeiros socorros ao longo das zonas perigosas nem que para isso o trail custe 40 euros e a ultra 75 euros...que não custará isso por haver mais segurança e pessoas da organização com rádios a comunicarem-se.
É importante discutir o extremo físico com o extremo de perigoso...pior quando se juntam as duas....que realmente acontece nos 70km da Freita.
Acredito que para quem chega ao fim, depois de passar o Inferno da Mizarela se sinta orgulhoso.
Resumindo e concluindo...para o ano lá estarei.
Abraços

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Data: 01-07-2012

De: Rui Campos

Assunto: Re:Uma prova extrema não pode ser perigosa

Caro Ricardo,
Esse foi exatamente o meu sentimento, eu com a agravante de trabalhar em ortopedia e ter conhecimento direto das c onsequências de uma fratura exposta, ou uma lesão medular após uma queda.
Na verdade focou um ponto de grande importância que é a distância entre atletas, pois além do receio, ou porque não dizer, medo das ravinas também pensava na possibilidade de levar com o companheiro de prova que vinha colado a mim.
Esta discussão é, na minha opinião, uma mais valia para quem organiza, pois assim poderá optimizar as provas.
Para o ano, estou a ganhar coragem e vou começar já a trabalhar para enfrentar os 70Km da belíssima Serra da Freita.

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